sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Jon Nödtveidt - 28/06/1975 a 13/08/2006



Apenas lembrando de um dos suicidas que teve uma morte bem polemica. O povo de mentalidade leiga fazem questão de continuar sempre rotulando e comentando de maneira fútil como se fossem donos da verdade ou sábios demais. Não vou comentar o que não sei no entanto, segue minha visão tendo como base alguns textos e comentários, de sites e blogs, também de uma revista com sua última entrevista.
     Jon Nödtveidt integrante da banda Dissection pareceu ser um homem que viveu com seu pensamento a mil, circulado de sua filosofia. Digo isso com base nas entrevistas cedidas por ele que eu li, não apenas por suas músicas que são repletas de seu pensamento.
     Mas o fato curioso é que eu acredito que toda pessoa que se suicida sofre de alguma forma até executar a ação, não importa o motivo, mesmo que seja por honra ou orgulho como no sepukku arakiri. Então na minha opinião existia muito mais em Jon que talvez ele mesmo pudesse entender. Talvez uma fúria ou sofrimento que o fez tão rígido a seu ideal.
     Jon havia passado um período preso entre 1997 e 2004 sobre pena de preconceito por ter assassinado um homossexual. Ele alegou não ter problemas com homossexualidade e nem com racismo uma das coisas que mais o irritava de ser rotulado, “racista”.
     Entre 14 e 15 de agosto de 2006 Jon foi achado morto em seu apartamento na cidade de Halsselby em Scoltomo, Suécia, com um tiro na cabeça. Dizem que ele foi encontrado dentro de um círculo com velas, junto a um livro “satânico”, provavelmente executava um ritual a sua morte.
     Segue um link abaixo de uma música do Dissection com a letra original (escrita por Jon) e uma tradução para o português. Essa é a prova que ele já encarava a morte muito antes de se matar. Hail!!!




Dissection - Maha Kali

Maha Kali
Maha Kali, dark mother, dance for me
Let the purity of your nakedness awaken me
Yours are the fires of deliverance, which shall bring me bliss
Yours is the cruel sword which shall set my spirit free

Devourer of life and death who rule beyond time
In thy name, I shall fullfil my destiny divine
Maha Kali, formless one, destroyer of illusion
Your songs forever sung, the tunes of dissolution

Kalika, black tongue of fire, embrace me
Make me one with your power for all eternity
Awaken within me the reflection of your flame
Kiss me with your bloody lips and drive me insane

Jai Kalika! Jai Kali!
Make me one with your power for all eternity
Maha Kali, come to me

Smashana Kali, I burn myself for thee
I cut my own throat in obscene ecstasy
I make love to abominations, embrace pain and misery
Until my heart becomes the burning ground and Kali comes to me

Oh, dark mother, hear me calling thee
Mahapralaya, bring to me
Through all illusions I shall see
I shall cremate this world and set my essence free

Jai Kalika! Jai Kali!
Without fear I will dance with death and misery
Maha Kali, come to me

Oh, Kali, thou art fond of cremation grounds
So I have turned my heart into one, that thou
may dance there unceasingly.
Oh, mother, I have no other fond desire in my
heart. Fire of a funeral pyre is burning there.

Jai Maha Kali, Jai Ma Kalika
Jai Maha Kali, Jai Ma Kalika
Kali Mata, namo nama
Kali Mata, namo nama

Jai Kalika! Jai Kali!
At your left hand for endless victory
Maha Kali, come to me

Jai Kalika! Jai Kali!
Mahapralaya will set our spirits free
Maha Kali, come to meMaha Kali
Maha Kali, dark mother, dance for me
Let the purity of your nakedness awaken me
Yours are the fires of deliverance which shall bring me bliss
Yours is the cruel sword which shall set my spirit free

Devourer of life and death who rule beyond time
In thy name I shall fullfil my destiny divine
Maha Kali, formless one, destroyer of illusion
Your songs forever sung, the tunes of dissolution

Kalika, black tongue of fire, embrace me
Make me one with your power for all eternity
Awaken within me the reflection of your flame
Kiss me with your bloody lips and drive me insane

Jai Kalika! Jai Kali!
Make me one with your power for all eternity
Maha Kali come to me

Smashana Kali, I burn myself for thee
I cut my own throat in obscene ecstasy
I make love to abominations, embrace pain and misery
Until my heart becomes the burning ground and Kali comes to me

Oh, dark mother, hear me calling thee
Mahapralaya, bring to me
Through all illusions I shall see
I shall cremate this world and set my essence free

Jai Kalika! Jai Kali!
Without fear I will dance with death and misery
Maha Kali, come to me

Oh, Kali, thou art fond of cremation grounds
So I have turned my heart into one, that thou
may dance there unceasingly.
O mother, I have no other fond desire in my
heart. Fire of a funeral pyre is burning there.

Jai Maha Kali, Jai Ma Kalika
Jai Maha Kali, Jai Ma Kalika
Kali Mata, namo nama
Kali Mata, namo nama

Jai Kalika! Jai Kali!
At your left hand for endless victory
Maha Kali, come to me

Jai Kalika! Jai Kali!
Mahapralaya will set our spirits free
Maha Kali, come to me.

Dissection - Maha Kali (Traduzida para português)

Mãe sombria dance para mim
Deixe a pureza de sua nudez me acordar
Você é o fogo da libertação que me trará felicidade
Você é a espada cruel que libertará meu espírito

Devoradora da vida e da morte que governa além do tempo
Em teu nome eu devo completar meu destino divino
Maha kali, senhora sem forma, destruidora da ilusão
Seus cânticos para sempre cantarão, os tons da dissolução

Kalika, negra língua flamejante, envolva-me
Faça-me um com seu poder por toda a eternidade
Desperte o reflexo da chama no meu interior
Beije-me com seus lábios sangrentos e leve-me à loucura

Jai Kalika! Jai Kali!
Faça-me um com seu poder por toda a eternidade
Maha Kali venha a mim

Smashana Kali, queimo a mim mesmo por ti
Corto minha própria garganta em êxtase obsceno
Faço amor com abominações, envolvo dor e miséria
Até que meu coração torne-se o chão flamejante e Kali venha até mim

Oh mãe sombria, escute meu chamado a ti
Mahapralaya, traga até mim
Através de todas as ilusões eu devo ver
Eu devo cremar esse mundo e libertar minha essência

Jai Kalika! Jai Kali!
Sem medo eu dançarei com morte e miséria
Maha Kali, venha até mim

Oh Kali, tu és apreciadora dos campos queimados
Então eu tornei meu coração em um, para que vós podeis dançar lá incessantemente
Oh mãe, eu não tenho nenhum outro desejo amoroso em meu coração.
Fogo de uma pira funeral está queimando lá

Voz Feminina:
Jai Maha Kali, Jai Ma Kalika
Jai Maha Kali, Jai Ma Kalika
Kali Mata, namo nama
Kali Mata, namo nama

Jai Kalika! Jai Kali!
Em sua mão direita pela incessante vitória
Maha Kali, venha a mim

Jai Kalika! Jai Kali!
Mahapralaya libertará nossos espíritos

Maha Kali, venha a mim.



Eternal Blasphemy Zine


     Não digo que encerrei o Eternal Blasphemy Zine pois esse zine só acaba comigo morto, o que não seria tão difícil de acontecer. Foi um prazer poder criar todas as blasfêmias e bolar as entrevistas com hordas que respeito pois compartilhamos de uma filosofia ou ideal em comum e é fato a luta contra o cristianismo prevalecerá.
     O Eternal Blasphemy nasceu de uma vontade, talvez necessidade, de fazer minha parte para apoiar o metal underground cortando essa de parasita que eu odeio.
    Lembro de ter levado esse zine quase sem possibilidade dele ser concretizado e bastou um empurrãozinho de uma amigo dizendo “você não consegue” ... fui lá e lancei a primeira edição, segunda, terceira, quarta, quinta e espero para ver o que o futuro me aguarda para poder continuar.
     Este zine vem a trabalhar com foco em território brasileiro, pois eu valorizo minhas raízes além de eu poder ter mais domínio sobre o trabalho aqui. Deixo claro que apoio metal underground no mundo todo, temos que “botar para fuder” estendendo nosso império, nosso legado blasfemo levando nossa filosofia a ferro e fogo.
     Máximo de cópias apenas 100 feitas com a quinta edição “Ao ódio Consciente” lançada em 19/12/2013. Mínimo de cópias foram as 20 da primeira edição que teve um nome meio exagerado devido a empolgação da época de valorizar a qualquer custo, era “Orgulho e Supremacia do Metal Extremo Brasileiro”, lançada em 19/04/2008.
    Tive decepção com algumas hordas que trouxe ao zine quais eu apoiava e apostava e perderam a postura, filosofia, o respeito, perderam a vergonha na cara.
     Nas blasfêmias do zine se encontram letras infernais, profanas resenhas, entrevistas, textos interessantes. Uma curiosidade, é que cheguei a oferecer as edições a headbangers que morreram como forma de valorizar os trabalhos e dizer que alguém lembra e que valeu apena.
     Uma das coisas importantes que esse zine me trousse além de uma oportunidade de honrar o necrounderground com minhas forças, foi oportunidade de fazer amizades de todas as partes do Brasil (e do mundo), conhecer pessoas com um mesmo ideal. Jamais esquecerei dos momentos preciosos, bebendo, curtindo um som, “assando um cadáver”, blasfemando, compartilhando riquezas, das trocar artefatos, das ocasiões mais incríveis nos eventos.

     Como dizia o velho blasfemo “Nós somos fortes guerreiros, unidos nos fortalecemos, supremo é nosso ódio, profana nossa união”.






Sangue Ancestral




Vencido Pelo Cansaço

Vencido Pelo Cansaço

Os sentimentos sedados abandonam o corpo
deixando um abismo profundo, longe.
Assistindo as imagens, os rostos, os momentos.
Sem lástima, sem dor, sem tormento, longe.
Como animal cego em fúria se debatendo,
vencido pelo seu próprio cansaço, longe.
Os controles que asseguravam uma criação forjada vão falhando.
Desvairado, ensandecido, regozijando, entorpecido.
Tudo parece se contorcer, longe.
longe... nosso pensamento vai voando
como se distanciássemos de nosso corpo.
Abandonando tudo... tudo, longe.
Até que não reste nada em volta
apenas a pressão sufocante sobre o peito.
Nos distanciando de nós mesmos.
Longe dos olhos e das gargalhadas,
longe do tempo, longe da vida.
Sem pulsação e sem ar.


Por:W.S.E.




quarta-feira, 21 de outubro de 2015

A sete palmos dos cantos perdidos

A sete palmos dos cantos perdidos

Senti o frio, a sombra e o medo.
Nem o áspero ar me acalenta.
Já não há mais vultos de tudo que um dia senti.
Tudo nesse vazio me apunhala com a mais terrível dor,
aquela que anestesia.
Meu canto perdido em meus últimos segundos de toda morte.
Já cansei de tanto medo, de tanto tédio e desespero.
Não luto mais forçado, caí, acabou.
Senti o frio, nenhum grito saiu.
O silencio martirizou as réstias que me maculam.
O vento leve cortou.
Nem sedado acalmara minha amarga solidão.
Desmaio incessantemente, tudo pesa, tudo cansa.
Só sinto o frio, o cansaço, o vazio,
a sombra e a solidão inconfortável
de meu desespero silencioso.

Por: W.S.E.

Aurora Negra

Aurora Negra

Aurora negra que cai.
Abismo profundo aberrante.
Reflete sem reprimir
a verdade guardada sob o véu.
Domada a morte no leito,
treme o peito amargurado.
Negro carvalho imutável
de castos caminhos regressados.
Infligidas sensações de cumula estranheza
arranha do peito a garganta.
Expressa arte o sopro murmurante de um
declínio terrível e insensato.
Sinto desejo e vejo medo nas palavras.
Falsos passos nas cinzas da alma.
Sofre por resistência.
Agoniza e arrasta
do fim ao recomeço.

Por: W.S.E.

Bebamos!

Bebamos!

Vamos beber, nos salões e nas pensões.
Bebamos com os amigos e as putas.
Aprazamo-nos no delírio do álcool e da noite.
Do vinho e da cerveja.
Da infelicidade e incerteza.
Venha... vamos beber
nas esquinas e nos becos.
Completando o copo meio cheio
ou meio vazio.
Bebamos...
Lembremos dos velhos e novos amores.
Lembremos das glorias e desgraças.
Do passado e futuro.
Encha o copo, mais uma bebida?
Embriaguemo-nos agora
E façamos certo para entortar a incerteza.
Vamos beber nos salões e pensões.
Bebamos com as putas e os amigos.
Vamos nos aprazar intensamente e beber sem olhar o fundo do copo
pois no fundo só a reflexo de um louco sorridente.
Uma alegria verdadeira de uma alma incontente.
Mas mesmo assim... bebamos!
Que ninguém pague sua bebida
para jarro ser todo seu.
Entorpeça-te, tropece, mas dance para disfarçar.
O equilíbrio tem que estar apenas na mão que domina o gole.
Nada incomode ou incomode o nada.
Agora vamos cair sobre aquelas lindas prostitutas
dormir sobre seus seios, vomitar no seu colchão
roncar como um trovão ao ver o mundo girar.

Por: W.S.E.

Cansaço de viver

Cansaço de viver

Sonhei pelo início do dia 29 de Julho 2011.

Ainda era noite e assim deduzo o que meu sonho me disse.
“Senti-me como escória.
Servindo o mundo e banido na desgraça.
O cansaço se tornou mais que físico
e algo atordoa como milhares de agulhadas.
Sinal que estou sendo sugado.
Nem é um estado humano, isso não é vida.
Vejo milhares de olhos que me apertam.
Meus medos me estupram a alma
assim como assombram meus desejos.
Só queria um pouco da convivência que me torne humano
sem ser fonte de sustento para a ganancia dos outros.
Sem alimentar nenhum olho que me sufoca.
Quero ainda ser só, mas em companhia de outros solitários.
Por mais que me esforce e por mais que lute contra o cansaço
eu fico mais cansado e sufocado, tranca-fiado em mim.”

Por: W.S.E.